domingo, 8 de maio de 2011

Da janela, uma imagem

São Paulo, 08 de maio de 2011
Foto retirada na Zona Oeste de São Paulo


Procurei uma imagem através da janela. Se esta for uma proposta de aula: fotografar aquilo que se vê através de sua janela, o que podemos esperar? Da minha, muito concreto, janelas fechadas, nenhuma pessoa. No lugar de árvores, colunas. No lugar de crianças brincando, silêncio. Pode-se dizer que é a imagem típica de uma cidade. Pode-se dizer também que é o que mais se vê atualmente em São Paulo.
O que olho através da janela é a paisagem cultural mais observada nos últimos tempos. Retrata uma civilização acelerada, que vive crescendo e buscando novas possibilidades, que avança cada vez mais em suas tecnologias. Mas a cada dia as pessoas se distanciam e a correria do dia a dia não permite aproximações! É um domingo, à tarde, e o que se ouve é o silêncio. E o que mais se pode observar?


domingo, 17 de abril de 2011

O PROFESSOR E AS NOVAS TECNOLOGIAS

         Muitos educadores vivenciam uma realidade em que a tecnologia se encontra presente. Entretando, há uma resistência em utilizar as novas tecnologias, que não as tradicionais: giz, lousa, livro, professor falando e aluno escutando. Estas são impressindívíes, mas não são as únicas. Atualmente, os educandos nascem numa realidade completamente diferente, utilizando desde muito cedo computadores com acesso a internet, celulares de última geração, ipod e toda tecnologia que se possa imaginar. As aulas tradicionais já não atraem mais os alunos, não prendem a atenção e, por consequência, se tornam muitas vezes enfadonhas. A tecnologia faz parte da vida e da sociedade e não se pode viver sem ela ou fingir sua inexistência.
         Segundo Saez, tecnologia e sociedade não podem viver uma sem a outra e esta responde aos interesses econômicos. Toda tecnologia possui uma itencionalidade. O problema é quando nossa sociedade consumista dá mais importância no ter do que no ser. Educação e tecnologia, portanto, podem andar lado a lado em busca da formação de indivíduos capazes, não somente em dominá-las, mas em utilizá-las para o bem comum. É bem verdade que não podemos mais viver sem as tecnologias, entretanto não podemos esquecer que mais importante que a própria tecnologia é aquele que está por tras dela, a saber, seus criadores e seus usuários.
         Não basta somente usar as tecnologias porque elas estão presentes em nosso dia a dia. O educador deve sim estar preparado para explorá-las no intuito de facilitar o processo de ensino-aprendizagem e de “criar novos desafios didáticos” (Moran). Novas possibilidades de aprendizado surgem com as diversas tecnologias e os educadores necessitam estar capacitados para gerenciá-las e integrá-las no cotidiano escolar.
         A conclusão a que chegamos é a de que quanto mais insistimos em manter uma distâncias das inovações tecnológicas, sobretudo no ambiente escolar, mais afastamos as possibilidades de inovar nossas aulas, aliando a teoria à prática, além de dificultar o processo criativo dos nossos alunos. A idéia é utilizar a tecnologia a favor da educação, como facilitador do processor de aprendizagem e da formação de indívíduos críticos, conscientes e criativos.

Bibliografia
SAEZ, Victor Mari: Globalización, nuevas tecnologías y comunicación. Madrid: De La Torre, 1999. Disponível em http://www.educa.madrid.org/cms_tools/files/65a73a3c-1395-4a6c-be4f-e38f4801c79d/victorglobalizacion.pdf

Moran, josé Manuel: Os novos espaços de atuação do professor com as tecnologias. Revista Diálogo Educacional (PUCPR), Curitiba, PR, v.4, n.12, 13-21pp.. 2004. Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/espacos.htm